A Comunidade Não Residente

Embora não tendo a dimensão de internato, característica do Seminário tal como o conhecemos, a Comunidade Não Residente tem os mesmos objectivos, sendo, pois, uma comunidade educativa destinada a preparar os adolescentes e jovens para seguir Cristo Redentor com ânimo generoso e coração puro.

A Comunidade Não Residente é um espaço aberto à participação de todos e de todos depende. Na conjugação de esforços, é, sem dúvida, um contributo decisivo para o crescimento em responsabilidade. Dando objectivos e horizonte à busca dos adolescentes e jovens, alimenta uma “mentalidade vocacional" pelo serviço a Jesus Cristo e à Igreja.

A Comunidade Não Residente da Diocese, também chamada de Pré-Seminário, é comunidade de referência para a realização do itinerário vocacional que o dom do Espírito Santo iniciou.
Cf. PDV, 64

"Desde a sua criação pelo Bispo D. António Ferreira Gomes em 1970, como Seminário em Diáspora, até hoje o Pré-Seminário/Comunidade Não Residente percorreu já um caminho razoável que lhe deu dimensão e identidades próprias que se manifestam numa estrutura e projecto formativo adaptados aos diferentes níveis etários dos adolescentes e jovens que a frequentam. Embora não tendo a dimensão de internato, característica do Seminário tal como o conhecemos, a Comunidade Não Residente tem os mesmos objectivos, sendo, pois, uma comunidade educativa destinada a preparar os adolescentes e jovens para seguir Cristo Redentor com ânimo generoso e coração puro (Cf. OT, 3). “A sua proposta educativa tende a favorecer de modo oportuno e gradual aquela formação humana, cultural e espiritual que conduzirá o jovem a empreender o caminho para o Seminário Maior com uma base adequada e sólida.” (PDV, 63).

Foi o retomar do espírito conciliar de renovação que presidiu à criação do Seminário em Diáspora, reiterado pela Pastores Dabo Vobis que estimulou a criação de estruturas que num contexto comunitário forneçam aos adolescentes e jovens que não vivem a experiência de internato, uma orientação sistemática para a descoberta e crescimento vocacional. “Mesmo vivendo em família e frequentando a comunidade cristã que os ajuda no seu itinerário formativo, estes adolescentes e jovens não deverão ser deixados sós. Eles têm necessidade de um grupo particular ou de uma comunidade que lhes ofereça um ponto de referência para realizarem o itinerário vocacional que o dom do Espírito Santo neles iniciou.” (PDV, 64).

Sendo o objectivo geral de todo o itinerário formativo da Comunidade Não Residente a clarificação e o amadurecimento da opção vocacional pelo sacerdócio, tem sido ao longo dos anos ambiente de reflexão, de oração, de fé e de convívio. Tem vindo a acertar ritmos distintos de trabalho, que se vão impondo, conforme as idades, a disponibilidade de meios humanos, a possibilidade que os seminários oferecem de internato, e o interesse e vontade dos alunos. Há um primeiro ciclo do 5º ao 9º ano de escolaridade, que desemboca na possibilidade de ingresso no Seminário do Bom Pastor a partir do 10º ano. E há um segundo ciclo do 10º ano em diante que tanto pode orientar para o internato ainda na fase do secundário, como para o Seminário Maior de Nª Sra da Conceição.

Tendo em atenção a faixa etária, as características e as solicitações destes jovens, a formação organiza-se em encontros de fim-de-semana, no Seminário do Bom Pastor, em actividades de férias e retiros, nos principais tempos litúrgicos. Nestas actividades os alunos são agrupados por anos escolares.
A acrescentar aos encontros, há o acompanhamento individual que se realiza habitualmente em casa dos jovens, exceptuando aqueles que têm facilidade de deslocação ao Seminário do Bom Pastor. O contacto com a Comunidade Não Residente e a equipa formadora não se faz de modo ocasional, mas programado. A proposta é claramente orientada à formação humana, espiritual, intelectual e de atenção aos aspectos da relação com a Comunidade Não Residente, com a comunidade paroquial, os amigos, a família… Tenta-se incutir a necessidade de se deixar conhecer e acompanhar, gradual e progressivamente, por todos os interessados na sua formação. A comunidade paroquial, que os apresenta, é também um espaço concreto para a verificação destes valores, no modo de presença a ela e de relação com o pároco.

A formação intelectual, importante e necessária neste desenvolvimento como pessoa, tem da parte da Comunidade Não Residente o acompanhamento possível. A família e o acompanhamento pessoal são os lugares próprios de aferição de resultados e dificuldades, e de desenvolvimento de estratégias que visem ultrapassar qualquer obstáculo.

A Comunidade Não Residente é necessariamente um espaço aberto à participação de todos e de todos depende. Na conjugação de esforços, é, sem dúvida, um contributo decisivo para o crescimento em responsabilidade. Dando objectivos e horizonte à busca dos adolescentes e jovens, alimenta uma “mentalidade vocacional" pelo serviço a Jesus Cristo e à Igreja."

Apresentação ao Seminário

A Diocese do Porto vai realizando ao longo do ano encontros de Apresentação ao Seminário Diocesano. Os destinatários são os rapazes a partir dos 11 anos, os adolescentes dos grupos de catequese, os acólitos, os jovens que se preparam para o Crisma.

A Apresentação ao Seminário surge na sequência da sensibilização das comunidades cristãs por ocasião da Semana das Vocações. Será no dia 30 de Maio, às 15h00 no Seminário do Bom Pastor. Consiste na apresentação que os Párocos devem fazer dos adolescentes e jovens (a partir do 5º ano de escolaridade até aos que frequentem a Universidade, ou estejam já a trabalhar) que queiram iniciar processo de descoberta da sua vocação pessoal. E, que aceitando a vocação ao sacerdócio como possibilidade real para si mesmos, mostrem ter os dons e as qualidades necessárias para tal. A inscrição (nome, morada, contactos e ano escolar) deve ser feita pelo Pároco, para o Pré-Seminário, com a antecedência que permita agendar por telefone ou via CTT encontro de Apresentação com os interessados.

Propor incessantemente

“Propor incessantemente aos jovens a vida sacerdotal” é um apelo do Papa João Paulo II. “É fundamental reafirmar esta identidade, – continua – demonstrando de maneira mais clara as características da figura do sacerdote diocesano. De facto, como podem os jovens sentir-se atraídos por uma forma de vida se não vêem nela a grandeza e a beleza”, ou até mesmo se ela não se faz visível e amada pelas nossas comunidades cristãs.

É preciso provocá-los: “não receeis confiar-vos a Cristo. Sem dúvida amais o mundo, e fazeis bem, porque o mundo foi criado para o homem. Contudo, num determinado momento da vida, é preciso fazer uma opção radical. Sem renegar nada do que é expressão da beleza de Deus e dos talentos que dEle recebemos, devemos saber declarar-nos do lado de Cristo, para testemunhar face a todos o amor de Deus.”

Discurso aos Jovens de Roma, 1 de Abril de 2004

O Seminário é o lugar e a comunidade educativa onde estes jovens chamados pelo Senhor para viver com Ele e desempenhar o ministério presbiteral, se preparam espiritual e doutrinalmente para desempenhar um ministério de serviço das comunidades cristãs e de anúncio evangelizador do evangelho como padres.


O Seminário não pode crescer se não está enraizado nos coração dos cristãos e dos sacerdotes da Diocese. Os pais cristãos que amam a Igreja e valorizam sua missão de salvar e santificar o mundo, têm de pedir a Deus que lhes conceda a graça de ter um filho sacerdote.

Assim os catequistas, os professores de Educação Moral e Religiosa Católica... Os sacerdotes que vivem fervorosamente seu próprio ministério e conhecem por dentro as actuais necessidades da Igreja, têm de orar e trabalhar para que nas suas paróquias, nos seus grupos, entre os seus catequistas, entre os acólitos, surjam vocações para o presbitério diocesano. Custa compreender que da totalidade das paróquias não saiam mais de um ou dois candidatos por ano para ingressar nos Seminários da Diocese.

Têm que passar definitivamente os tempos em que se questionava a necessidade e a importância do Seminário em algumas de nossas comunidades e por parte de alguns sacerdotes. Há uma pergunta paralisante que temos que superar definitivamente. Sacerdotes, para que modelo de Igreja? Temos uma resposta clara, sacerdotes para a Igreja dos Apóstolos, para a Igreja católica, para a Igreja de sempre. As variantes são o menos importante, basta apenas que sejam sacerdotes bem enraizados em Cristo e nas entranhas da Igreja. O resto virá por acréscimo.
Estamos num tempo em que o amor a Deus e à nossa Igreja têm que se traduzir necessariamente numa preocupação viva pela pastoral vocacional e pela prosperidade espiritual do Seminário. Por isso, o Pré-Seminário/Comunidade Não Residente quis assim chegar ao maior número de pessoas e sensibilizá-las. Cada um verá o melhor modo de o fazer.

Apelo do Papa

"Gostaria de vos convidar a não perder a esperança e a comprometer-vos de maneira cada vez mais resoluta em benefício do sacerdócio. Mesmo se é bom ser realistas perante as dificuldades, não se deve ceder ao desencorajamento, nem contentar-se com olhar para as cifras e para a diminuição do número dos sacerdotes, porque não nos podemos sentir totalmente responsáveis por isto.

A crise que a Igreja vive deve-se em grande medida à repercussão, tanto no âmbito da própria instituição eclesial como na vida dos seus membros, às mudanças sociais, às novas formas de comportamento, à perda dos valores morais e religiosos, e a uma atitude consumista amplamente difundida.

Com a ajuda de Cristo e conscientes da nossa herança, devemos, antes de mais, nas adversidades, "propor incessantemente aos jovens a vida sacerdotal, como um compromisso generoso e uma fonte de bem-estar, preocupando-nos por renovar e reconfirmar a pastoral das vocações".

O que pode afastar a juventude, muitas vezes marcada por uma vida fácil e superficial, é em primeiro lugar a imagem do sacerdote, cuja identidade, na sociedade moderna, é pouco garantida e cada vez menos clara, e cuja ,tarefa é também sempre mais pesada. É fundamental reafirmar esta identidade, demonstrando de maneira mais clara as características  da figura do sacerdote diocesano.

De facto, como podem os jovens sentir-se atraídos por uma forma de vida se não vêem nela a grandeza e a beleza, e se os próprios sacerdotes não se preocupam em exprimir o seu entusiasmo pela missão da Igreja?

Homem entre os seus irmãos, com uma vida diferente para os servir melhor, o sacerdote encontra a sua alegria e o seu equilíbrio de vida na sua relação com Cristo e no seu ministério. Ele é o pastor do rebanho, que guia o povo de Deus, que celebra os sacramentos, que ensina e anuncia o Evangelho, garantindo também uma paternidade espiritual mediante o acompanhamento dos fiéis. Em tudo isto, ele é ao mesmo tempo testemunha e apóstolo que, mediante os diferentes actos do seu ministério, manifesta o seu amor a Cristo, à Igreja e aos homens. A importância, a diversidade e o peso , da missão que os sacerdotes da actual geração devem assumir dão a impressão de um ministério clamoroso que, indubitavelmente, não atrai os jovens ao seguimento dos seus antecessores.

A respeito disto, gostaria de mencionar a coragem, o zelo e a tenacidade dos sacerdotes, que cumprem o seu ministério em condições com frequência muito difíceis, no meio de uma sociedade onde eles não são completamente reconhecidos.

Faço votos por que eles não desanimem, mas encontrem em Cristo a tenacidade para cumprir a missão que lhes foi confiada! Dou graças, juntamente com eles, pela fidelidade, sinal do seu amor profundo a Cristo e à Igreja. Que eles nunca esqueçam que mediante os actos do seu ministério tornam presente a ternura de Deus e comunicam aos homens a graça de que têm necessidade!

Discurso do Papa João Paulo II ao IV grupo de Bispos franceses das províncias eclesiásticas de Tolosa e Montpellier em visita ad limina.

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